Responsável Técnico

Dr. Denis Valente | Cirurgião plástico

CREMERS 24617 | RQE 18465

Quais exames devem ser feitos para acompanhamento após aumento de mamas com silicone?

Muitas mulheres acabam esquecendo as recomendações médicas após colocar a prótese. A maioria só volta a procurar um especialista quando aparecem os sintomas de complicações. É importante fazer acompanhamento com o cirurgião ou com a ginecologista. Para avaliar a integridade do implante, o exame mais indicado é a ressonância magnética. Porém, a ultrassonografia, quando realizada por um radiologista especializado em mama, tem boa sensibilidade para detectar rupturas. O ideal é que, após 10 anos, o acompanhamento seja anual e que seja feito exame de ressonância magnética a cada cinco anos.
A mamografia tem sensibilidade alta para diagnosticar o carcinoma inicial nos quais o tratamento oferece cura em até 90% dos casos. Carcinomas invasores pequenos também podem ser diagnosticados nas mamografias antes que sejam detectados na palpação das mamas feita pelo médico ou pela própria paciente. Tumores pequenos também têm alto índice de cura. Entretanto, um grande número de lesões diagnosticadas na mamografia e mesmo na ultrassonografia e ressonância magnética, correspondem a lesões benignas. Um exemplo é o fibroadenoma, que são nódulos de mama muito frequentes nas mulheres. Por isso os exames devem ser avaliados por médicos especializados antes de se optar por uma biópsia.
A mamografia pode ser realizada em pacientes que tenham implantes de silicone tanto abaixo da glândula como abaixo do músculo, sem prejuízo para a prótese e nem para a visualização de lesões. É importante, no entanto, o técnico ser informado sobre a existência do silicone. Assim, realizará a chamada ‘Manobra de Eklund’, em que se traciona a mama para expor ao raio-x apenas o tecido mamário. Outro dado relevante é que implante de silicone não constitui fator de risco para desenvolvimento de câncer de mama.
Independente da mulher possuir ou não implantes de silicone, o rastreamento do câncer de mama deve ser feito com mamografia a partir de 40 anos, anualmente, segundo a orientação da Sociedade Americana de Cancerologia. Nos casos de mulheres com risco aumentado para câncer de mama (exemplo: história familiar fortemente positiva ou mutação genética que predispõe ao câncer de mama) pode-se associar a ultrassonografia e/ou ressonância magnética quando as mamas são densas.

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