Responsável Técnico

Dr. Denis Valente | Cirurgião plástico

CREMERS 24617 | RQE 18465

Proteses de silicone proibidas no Brasil

Apesar de eu pessoalmente nunca ter implantado próteses destas marcas tenho recebido uma série de questionamentos acerca deste assunto. Penso ser pertinente esclarecer a sociedade sobre alguns pontos importantes neste episódio tão lamentável.

Segundo a Reuters, em maio de 2000, a Administração de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA) inspecionou a fábrica da empresa Poly Implant Prothese (PIP) no sul da França e enviou uma carta ao fundador desta firma alertando que seus implantes mamários estavam “adulterados” e citando pelo menos 11 irregularidades. Em 2010 devido ao aumento da taxa de ruptura desta marca a Agência Francesa de Segurança Sanitária de Produtos de Saúde inspecionou essa empresa constatando não-conformidades no gel utilizado. A partir disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização, distribuição, importação e utilização destas próteses no Brasil.

Das 34.631 unidades que aqui chegaram, felizmente 30% não foram implantadas em seres humanos. A pergunta a ser respondida é o que se pode fazer para que as mais de dez mil pessoas (por volta de 1,5 mil implantadas no RS) tenham a orientação correta sobre como proceder nesse momento.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que elaborará diretrizes de avaliação, diagnóstico, conduta e acompanhamento, não há evidências que justifiquem a remoção e substituição preventiva destas próteses. Evidente que muitas portadoras destas marcas desejam trocá-las e deverão discutir os riscos e benefícios desta troca com seus médicos.

A conduta que vem sendo mais utilizada é a realização de consulta médica em conjunto com o exame complementar de Ressonância Magnética para verificar o estado das próteses. A conduta perante os achados deste exame deverá ser individualizada para cada caso podendo retirar, ou não, a prótese.

 

 

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